Reformas reanimam vendas de materiais para construção

Fonte: Informativo Massa Cinzenta – Cimento Itambé

Indicadores da Anamaco revelam que pequenas obras devem impulsionar o comércio do setor em 2016, revertendo retração do ano passado

Em 2015, as 150 mil lojas associadas à Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) fecharam o ano com queda de 5,8% nas vendas. Foi o pior índice em 20 anos, e a primeira retração em 12 anos. “Nós já esperávamos encerrar o ano com queda nas vendas, mas vínhamos batendo recordes consecutivos de faturamento desde a última retração do setor, registrada em 2003. E, mesmo em 2003, vínhamos de um recorde histórico desde 1994. Já passamos por isso antes e sabemos como o nosso mercado se comporta”, explica Cláudio Conz, presidente da Anamaco.


Cláudio Elias Conz, presidente da Anamaco: expectativa de que as reformas reaqueçam as vendas

O dirigente avalia que após o primeiro trimestre o setor tende a voltar a crescer. “Teremos um primeiro trimestre difícil, o que é uma característica do nosso mercado. Com o recesso de fim de ano e as férias escolares, as pessoas deixam para iniciar as reformas depois do carnaval. A partir de abril e maio, a nossa previsão é que o setor volte a crescer. Se tudo sair como esperamos, fecharemos 2016 com um crescimento de 4,5% a 6% sobre 2015”, avalia. A expectativa de Cláudio Conz é de que o consumidor adie as obras em função da crise econômica, mas não consiga prorrogá-la por muito tempo. Para isso, ele aposta nas reformas.

O presidente da Anamaco afirma que o mercado de comerciantes de materiais de construção deve se concentrar nos 65 milhões de casas e apartamentos que já estão prontos no país. Segundo o dirigente, as reformas proteladas em 2015 serão retomadas em 2016. “O tempo joga a nosso favor”, afirma Cláudio Conz, ancorando seu prognóstico no mais recente estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas da Anamaco, divulgado em dezembro de 2015. O levantamento mostrou que no último mês do ano passado 33% das lojas das regiões norte e nordeste do Brasil começaram a reagir com o aumento das vendas. No sul, foram 28%; no sudeste 22% e 18% no centro-oeste.

Venda e consultoria
Entre as categorias que a pesquisa da Anamaco abrange, a de tintas foi a que teve melhor desempenho em dezembro, com alta de 9%. Na sequência, vieram telhas de fibrocimento (2%). No entanto, metais sanitários, revestimentos cerâmicos, cimentos, louças sanitárias e fechaduras retraíram respectivamente 2%, 3%, 5%, 6% e 7%, segundo o levantamento. “As pessoas estão adiando as obras maiores, mas não conseguirão fazer isso por muito tempo porque a infiltração na parede não espera e o cano quebrado não espera. Então, uma hora esses consertos terão de ser feitos”, diz Conz.

Para o presidente da Anamaco, o que as lojas estão sendo orientadas a adotar é fornecer, junto com a venda de materiais, a consultoria para o consumidor. “Reformas e construções se tornam caras pela falta de planejamento e por não ter uma orientação de um engenheiro ou de um arquiteto. Então, se a loja que vende o material der essa orientação e indicar profissionais especializados, ela estará dando um passo para fidelizar o cliente e garantir uma venda com qualidade”, entende Claudio Conz.

Entrevistado
Cláudio Elias Conz, presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção)
Contato: presidencia@anamaco.com.br